Com
o tema “Não
exceda a velocidade – preserve a vida”, está acontecendo, em
todo o Brasil, a Semana
Nacional do Trânsito,
com o objetivo
de conscientizar a população
a ter mais prudência no volante.
Em Feira
de Santana, com o aumento
de número de carros
e motos, os acidentes
de trânsito cresceram mais de 40% nos
últimos anos.
O BRASIL gasta cerca de
R$ 5 bilhões por
ano em
acidentes de trânsito.
Com esse
dinheiro poderia
construir 600 mil
casas populares
ou fazer chegar água potável a um quinto das 4,2 milhões
de moradias que
não possuem esse
serviço. Mais
grave do que
o prejuízo financeiro,
porém, é a invalidez
ou a morte de
dezenas de milhares
de pessoas, vítimas,
na quase totalidade
dos casos, da imprudência
nas ruas e estradas.
HÁ UMA SÉRIE
de fatores de difícil
avaliação ao se medir as conseqüências
da tragédia brasileira
no trânsito. Como
dimensionar a dor
de pessoas que
ficam inválidas para o resto
da vida? Ou
a de parentes e amigos
de mortos? A tristeza,
nesse caso, se alastra por um universo de milhões
de pessoas. O que
foi feito para
o bem do homem,
o automóvel, acaba se transformando em instrumento
de morte. Se o perigo
existe, é preciso ter
cuidado.
A MAIOR
parte dos acidentes
de trânsito tem como
causa o próprio motorista. Os carros
modernos oferecem boas condições de segurança. Outra parcela
de culpa, para
tantos acidentes
automobilísticos, deve ser credenciada às rodovias brasileiras. Muitas estradas estão cheias de curvas,
buracos e asfaltamento em péssimas condições.
O QUE
FAZER para melhorar o trágico
e assassino trânsito
brasileiro? Há muito
por ser feito. Pensamos tratar-se fundamentalmente
de uma questão de educação.
Educação dos motoristas
e educação dos pedestres;
educação para
o conhecimento e observância
das leis do trânsito
e educação para
o respeito e a responsabilidade
nas vias públicas. Trata-se, pois, de uma ampla e maciça campanha
educativa, porque
sabemos que a causa
determinante de tantos
acidentes de trânsito
é a falta de consciência
do valor da vida
humana.
AMIGO
motorista lembra-te: A velocidade
não encurta distancias, mas encurta mais
vidas. Melhor
tarde em
casa do que
cedo no cemitério.
Faça do seu automóvel
um instrumento
de vida e não
de morte. Se você gosta dos seus filhos não
atropele os filhos dos outros. Leve sempre como
companheira de viagem
a virtude da prudência.
A vida é um
presente de Deus.
É hora de darmos mais
valor à nossa
vida e à vida
da esposa, dos filhos,
e dos amigos.
Itamar Vian
Arcebispo
Metropolitano
di.vianfs@ig.com.br