quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Identificado pterossauro raro que viveu há 200 milhões de anos

Crânio Pterosauria impresso 3D.

Pesquisadores da Universidade Brigham Young, em Utah, nos Estados Unidos, identificaram um tipo raro de dinossauro capaz de voar e que viveu há cerca de 200 milhões de anos. A espécie de pterossauro, denominada Caelestiventus hanseni, tinha visão apurada e olfato pouco desenvolvido, segundo as análises. Os ossos da espécime foram localizados no nordeste de Utah.

 Até a descoberta, havia apenas 30 espécimes conhecidos de pterossauro do Triássico – período geológico que se estende desde cerca de 250 a 200 milhões de anos atrás – e nenhum vivia em desertos. O Caelestiventus hanseni é anterior a todos os pterossauros do deserto, tendo habitado a terra 65 milhões de anos antes.

 O paleontólogo Brooks Britt, principal autor do artigo publicado na revista Nature Ecology and Evolution, afirmou que a descoberta traz novos “insights sobre o início do pterosaus". "O pterossauros do Triássico são extraordinariamente raros", disse.

 Descoberta

A descoberta foi feita durante vasta extração em meio a mais de 18 mil ossos, em uma pedreira em Utah, em que blocos de arenito são extraídos até que sejam cuidadosamente reduzidos no laboratório.

 Os cientistas conseguiram identificar parte do rosto e o crânio completo, incluindo o cérebro, mandíbulas e a asa. Segundo Britt, boa parte dos ossos de pterossauro “parece de um animal atropelado".

 De acordo com os pesquisadores, as análises do crânio mostram que mesmo os primeiros pterossauros tinham um olfato pouco desenvolvido ao contrário da visão, que era potente.

 A equipe de Britt trabalha em parceria com Fabio Dalla Vecchia, especialista em pterossauros do Triássico associado ao Instituto Catalão de Paleontologia Miquel Crusafont em Sabadell, Espanha. Os pesquisadores também encontraram cinco esqueletos de crocodilos, que estavam em um bloco de arenito.
Fonte: Agência Brasil

Dólar bate R$ 3,90 para venda, maior valor desde 5 de julho

dólar

A moeda norte-americana terminou o pregão de hoje (15) em alta de 0,87%, cotada a R$ 3,9007 para venda, atingindo o maior valor desde 5 de julho quando fechou a R$ 3,9344. O mercado financeiro manteve suas atenções ao cenário turco, após o governo local anunciar que dobraria a taxação de produtos americanos, como resposta a tensão entre os dois países.

 O Banco Central brasileiro segue com a política de ofertar e vender swaps cambiais tradicionais, sem efetuar nenhum leilão extraordinário de venda futura da moeda norte-americana para conter sua alta.

 O índice B3, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), encerrou o dia em baixa de 1,94%, com 77.077 pontos. A queda da Bovespa foi acompanhada pela baixa dos papéis de empresas de grande porte, as chamadas blue chips, que fecharam em baixa, como Petrobras registrando desvalorização de 4,65% e Vale com queda de 4,45%.
Fonte: Agência Brasil

Atividade econômica recua 0,99% no segundo trimestre

fábrica, indústria, sede da Suzano Celulose

A economia caiu no segundo trimestre deste ano. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o período) apresentou queda de 0,99% no segundo trimestre, comparado com o período de janeiro a março deste ano.

 A contração ocorreu no período da greve dos caminhoneiros, iniciada no fim de maio e encerrada no início de junho.

 A greve impactou a economia, gerando uma crise de desabastecimento no país. Em junho, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, afirmou que impacto da paralisação na economia seria de R$ 15 bilhões, equivalentes a 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma das riquezas produzidas no país).

 No primeiro trimestre, de acordo com dados atualizados pelo BC, houve crescimento de 0,2%, na comparação com o período de outubro a dezembro de 2017.

 De janeiro a junho deste ano, houve crescimento de 0,89% (sem ajustes), na comparação com o primeiro semestre de 2017. Em 12 meses, a expansão chegou a 1,3%.

 Em junho, o IBC-Br registrou crescimento de 3,29% na comparação com maio (dado dessazonalizado). Na comparação com o mesmo mês de 2017, o crescimento ficou em 1,82%.

 O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic.

 O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos.

 No entanto, o indicador oficial sobre o desempenho da economia é o Produto Interno Bruto (PIB), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Ministério da Saúde quer vacinação obrigatória para venezuelanos

O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, lança a Campanha Nacional de Vacinação contra a poliomielite e sarampo.

O Ministério da Saúde está elaborando uma nota técnica em que recomenda a obrigatoriedade da vacina contra o sarampo para os venezuelanos que ingressarem em território brasileiro. A medida faz parte da mobilização para impedir a proliferação da doença no país.

 A ação ainda deve ser estudada pela Presidência República, os ministérios da Justiça e das Relações Exteriores, além de Advocacia-Geral da União. Para a obrigatoriedade valer, é necessário negociar mudanças na política internacional do Brasil que permita impor a estrangeiros o ato de vacinar como requisito de ingresso no país.

 Atualmente, a vacina contra o sarampo é obrigatória apenas para os imigrantes da Venezuela que desejam residir no Brasil ou pedir asilo e refúgio. A iniciativa pretende ampliar o rigor com a vacinação para os turistas, profissionais ou outros venezuelanos em trânsito no território nacional.

 Segundo o Ministério da Saúde, a recomendação da obrigatoriedade é permitida pelo Regulamento Sanitário Internacional, da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ainda não há previsão para divulgação da nota técnica.

 Imunização

Na semana passada, o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, destacou a jornalistas estrangeiros preocupação com o aumento dos casos de sarampo no país, principalmente envolvendo venezuelanos, e reforçou a intenção da pasta de obrigar os visitantes a receber imunização.

 “Nós temos a preocupação de mais vítimas, já que a doença não escolhe a vítima, qualquer pessoa pode pegar o sarampo se não estiver imunizada. Então, a intenção do Brasil é esta nesse momento, mas nada disso está definido.”

 Occhi afirmou também que pretende retornar a Roraima para acompanhar a situação na região.

 “A fronteira é muito aberta e você não tem nada, é uma savana, não tem nada que impeça a entrada. A outra questão é nós sabermos o levantamento de vacinação que a Venezuela tem, mas eles não nos mandaram. Pode ter criança já vacinada e o Brasil ter um custo desnecessário de revacinar essas pessoas que estão entrando”, disse o ministro.
Fonte: Agência Brasil

Mais de R$ 6 milhões de lucro do FGTS serão rateados com trabalhadores

Os investimentos feitos com recursos do FGTS resultaram em um lucro de R$ 12,46 bilhões em 2017. Metade deste valor (R$ 6,23 bilhões) será dividida proporcionalmente entre todos os trabalhadores que estavam com saldo positivo na conta vinculada em 31 de dezembro de 2017. O anúncio foi feito hoje (14) por representantes da Caixa.

 A previsão é de que todos os 90 milhões de trabalhadores beneficiados tenham os valores depositados em suas contas até o dia 31 de agosto.

 “A outra metade do lucro será incorporada ao patrimônio líquido do fundo, que é usado em aplicações como financiamentos de obras de saneamento, habitação e infraestrutura”, informou o secretário executivo do Conselho Curador do FGTS, Bolivar Moura Neto.
Fonte: Agência Brasil

Após 13 anos, polícia prende envolvido em assalto ao BC de Fortaleza

PMDF prendeu Adelino Angelim de Sousa Neto, integrante do grupo que assaltou o Banco Central em Fortaleza em 2005.

A Polícia Militar do Distrito Federal prendeu hoje (14) Adelilno Angelim de Sousa Neto, de 36 anos, que participou de um dos maiores assaltos do Brasil: o furto ao Banco Central em Fortaleza, em 2005. Na ocasião, a quadrilha levou aproximadamente R$ 164 milhões do caixa-forte – o equivalente a três toneladas e meia de notas de dinheiro. Após 13 anos, o homem que fugiu do Ceará foi preso a 17 quilômetros do Plano Piloto – área central de Brasília.

 Adelino foi preso em casa, no Paranoá, bairro a 17 quilômetros do centro de Brasília, onde vivia há 5 anos. O homem, que vinha sendo monitorado pela Secretaria de Segurança Pública do DF, foi levado para o Complexo Penitenciário da Papuda e aguardará audiência de custódia.

 Não é a primeira vez que o suspeito é preso. Ele chegou a ser detido em Fortaleza, foi solto e depois houve um novo pedido de prisão.

 O furto ao Banco Central de Fortaleza, ficou conhecido no país como um crime cinematográfico. Segundo as investigações, 11 pessoas participaram diretamente da ação. Com a ajuda de agentes infiltrados, a polícia descobriu a identidade dos chefes da quadrilha e prendeu 26 das 36 pessoas envolvidas. Dos quase R$ 165 milhões furtados, apenas R$ 53 milhões foram recuperados.

 O caso

O crime foi detalhadamente planejado: uma casa a 80 metros do banco foi alugada e transformada em uma empresa de grama sintética para servir de fachada, assim, as escavações até o destino final não levantaram suspeitas.

 O túnel de acesso ao banco tinha 4 metros de profundidade, ventiladores, iluminação e espaço suficiente para levar os sacos de dinheiro. O furto ocorreu em um fim de semana, quando o banco estava fechado e só foi descoberto na segunda-feira seguinte, possibilitanto a fulga dos ladrões.

 Para dificultar a ação da polícia, o bando se dividiu. Parte do dinheiro foi enviada para São Paulo e outra foi transportada por um caminhão cegonha, flagrado em Minas Gerais.

 Filme 

A história do crime gerou um filme. Lançado em 2011, "Assalto ao Banco Central", foi dirigido por Marcos Paulo. Lima Duarte, Giulia Gam, Cassio Gabus Mendes e Antônio Abujamra estão no elenco do filme.
Fonte: Agência Brasil

Seis em cada dez crianças no Brasil vivem na pobreza, diz Unicef

Brasília - Cidade estrutural

Seis em cada dez crianças no Brasil vivem na pobreza, de acordo com estudo inédito apresentado hoje (14) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). São crianças e adolescentes até 17 anos que são monetariamente pobres e/ou estão privados de um ou mais direitos, como educação, informação, água, saneamento, moradia e proteção contra o trabalho infantil.

 O levantamento, feito com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2015, mostra que 18 milhões de meninas e meninos, ou seja, 34,3% do total, são afetados pela pobreza monetária, vivem com menos de R$ 346 per capita por mês na zona urbana e R$ 269 na zona rural. Desses, 6 milhões, o equivalente a 11,2%, têm privação apenas de renda. Já os outros 12 milhões, ou 23,1%, além de viverem com renda insuficiente, têm um ou mais direitos negados.

 Somam-se a essas crianças e adolescentes, mais de 14 milhões de meninas e meninos que não são monetariamente pobres, mas têm um ou mais direitos negados. Juntos, os dois grupos representam 61% das crianças e adolescentes do país.

 "Para entender a pobreza, é preciso ir além da renda e analisar se meninas e meninos têm seus direitos fundamentais garantidos", diz a representante do Unicef no Brasil, Florence Bauer, no estudo.

 "Incluir a privação de direitos como uma das faces da pobreza não é comum nas análises tradicionais sobre o tema, mas é essencial para dar destaque a problemas graves que afetam meninas e meninos e colocam em risco seu bem-estar".

 Desigualdades

 Os dados analisados evidenciam desigualdades. O acesso aos direitos varia, entre outros fatores, de acordo com o local onde as crianças e adolescentes moram e com a cor. O percentual de meninas e meninos da zona rural que não têm direitos garantidos é o dobro daquele nas áreas urbanas, 87,5% contra 41,6%. Meninas e meninos negros registram uma taxa de privação de 58,3%, entre crianças e adolescentes brancos, não passa de 40%. As regiões Norte e Nordeste aparecem com os maiores índices de privação de direitos - com exceção de moradia, em que a região Sudeste supera o Nordeste.

 "As desigualdades de acesso a direitos entre negros e brancos ficam expressas neste estudo e são um dos principais aspectos que devem ser analisados quando se fala em redução da pobreza", diz o texto, que acrescenta: "É preciso trabalhar mais e com maior precisão no desenho de políticas públicas e programas para crianças e adolescentes negros, com alocação suficiente de recursos orçamentários para que tenham acesso a todos os serviços, especialmente nas Regiões Norte e Nordeste".

 O estudo mostra ainda que, no Brasil, entre as crianças que vivem na pobreza, seja por privação de renda ou de direitos, 13,9 mil não têm acesso a nenhum dos seis direitos analisados pelo estudo, "estão completamente à margem de políticas públicas", diz o texto.

 Privações

 Os resultados mostram que, das 61% de crianças e adolescentes brasileiros que vivem na pobreza, 49,7% têm um ou mais direitos negados. Muitas dessas meninas e desses meninos estão expostos a mais de uma privação simultaneamente. Em média, tiveram 1,7 privação. Há 14,7 milhões de meninas e meninos com apenas uma, 7,3 milhões com duas e 4,5 milhões com três ou mais privações.

 O Unicef classifica as privações como intermediárias, quando há acesso, mas limitado ou com má qualidade a cada um dos direitos; e extrema, quando não há nenhum acesso ao direito.

 O saneamento é a privação que afeta o maior número de crianças e adolescentes, seja intermediária ou extrema, atingindo 13,3 milhões, seguido por educação, com 8,8 milhões; água, 7,6 milhões; informação, 6,8 milhões; moradia, 5,9 milhões; e proteção contra o trabalho infantil, 2,5 milhões.

 Comparando os dados de 2005 e 2015, o Unicef conclui que a pobreza monetária na infância e na adolescência foi reduzida no Brasil na última década, "mas as múltiplas privações a que meninas e meninos estão sujeitos não diminuíram em igual proporção", diz o estudo.

Panorama brasileiro

 Educação: 20,3% das crianças e dos adolescentes de 4 a 17 anos têm o direito à educação violado. Os dados mostram que 13,8% estão na escola, mas são analfabetos ou estão em atraso escolar, estando em privação intermediária e 6,5% estão fora da escola, em privação extrema.

 Informação: 25,7% da população de 10 a 17 anos não tiveram acesso à internet nos últimos três meses antes da coleta da Pnad 2015, sendo considerados privados de informação; 24,5% não acessaram à internet, mas têm televisão em casa, estando em privação intermediária; 1,3% não acessou a rede e não tem televisão em casa, estando em privação extrema. Entre eles, 500 mil meninas e meninos não têm acesso a nenhum meio de comunicação em casa, seja rádio, televisão ou internet.

 Trabalho infantil: 6,2% das crianças e dos adolescentes de 5 a 17 anos exercem trabalho infantil doméstico ou remunerado; 3% das crianças de 5 a 9 anos e 7,4% de 10 a 13 anos, faixas etárias em que é ilegal, trabalham. Entre aqueles de 14 a 17 anos, 8,4% trabalham mais de 20 horas semanais, ou seja, acima do que determina a lei.

 Moradia: 11% vivem em uma casa com quatro ou mais pessoas por dormitório e cujas paredes e tetos são de material inadequado; 6,8% vivem em casas de teto de madeira reaproveitada e quatro pessoas por quarto, em privação intermediária; e 4,2% em casas com cinco ou mais por dormitórios e teto de palha, em privação extrema.

 Água: 14,3% das crianças e dos adolescentes não têm o direito à água garantido; 7,5% têm água em casa, mas não filtrada ou procedente de fonte segura, estando em privação intermediária; e 6,8% não contam com sistema de água dentro de suas casas, estando em privação extrema.

 Saneamento: 24,8% das crianças e dos adolescentes estão em privação de saneamento; 21,9% das meninas e dos meninos brasileiros vivem em domicílios com apenas fossas rudimentares, uma vala ou esgoto sem tratamento; 3,1% não têm sanitário em casa.
Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Ministro defende abrir caixa-preta da conta de luz para reduzir preços

O ministro de Minas e Energia, Moreira Franco fala sobre as tarifas da conta de luz.

O ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, afirmou hoje (13), em entrevista exclusiva a veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que a população está pagando um valor muito alto na conta de energia elétrica sem nem sequer saber a composição real dos preços. Nos seis primeiros meses do ano, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a tarifa média na conta de luz aumentou 13,79%, enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação, subiu 2,94% no mesmo período.

 "É preciso que todo cidadão, ao receber a conta, entenda o que está naquela conta. É um conjunto de siglas, tem uma série de subsídios que estão embutidos na conta que as pessoas não sabem que estão pagando. É fundamental que se entenda que o consumidor precisa ter conhecimento dos aumentos e das razões desses aumentos", afirmou o ministro. Desde o início do ano até agora, já foram autorizados quatro aumentos na conta de luz.

 De acordo com Moreira Franco, a maioria dos subsídios vinculados à conta de luz não tem nada a ver com o setor elétrico - algo que ele classificou como uma "caixa-preta". "É na conta de energia, por exemplo, que se contribui para o subsídio do saneamento [básico]. Não há como se explicar isso. Além do que, subsídio tem que ser uma decisão transparente, que tem que constar do orçamento da União. As pessoas precisam saber que estão pagando o imposto e que uma parte dele vai para A, B, C ou D e não como é hoje, que é uma caixa-preta. Nós precisamos avançar nisso e diminuir a carga tributária", argumentou.

 Na semana passada, o ministro já havia proposto um estudo para verificar a viabilidade de ampliação dos tipos de usuários do mercado livre de energia, com a possibilidade de entrada inclusive dos consumidores residenciais. Na visão dele, essa seria outra forma de baratear o custo da energia no país. Atualmente, somente quem tem demanda contratada maior ou igual a 500 quilowatts (KW) pode utilizar esse mercado, que permite, entre outras condições, a negociação da quantidade contratada, do fornecedor, do preço, do período de suprimento e das formas de pagamento. Já no mercado cativo, a energia tem preço fixado por tarifas, sem margem de negociação.

 Na entrevista à EBC, Moreira Franco afirmou que o governo vem priorizando a diversificação da matriz energética brasileira para fontes limpas e renováveis, que têm um custo muito mais baixo. "Hoje, pela sistemática operacional do setor elétrico, esses custos baixos não estão chegando na conta, porque quando entra na distribuição acaba sendo absorvido pelo conjunto do setor". Sem especificar medidas, o ministro afirmou que é preciso dar apoio à Agência Nacional de Energia Eletrica (Aneel) para que promova ação regulatória capaz de reduzir os custos de geração de energia - obtida por meio de tecnologias como energia eólica, fotovoltaica e biomassa -, e que essa redução se reflita na conta do consumidor final.

 Para o titular do Ministério de Minas e Energia, é preciso trazer mais inovação e tecnologia ao setor para permitir que a própria população possa administrar o seu consumo. Ele deu exemplo da implantação de um aplicativo de celular que permite ao consumidor controlar, em tempo real, o consumo de energia com base em informações do relógio medidor instalado na residência. "[Com esse modelo], as pessoas fazem uma administração pessoal da sua conta. Pelo relógio e um aplicativo, ela gasta mais ou menos de acordo com sua vontade. A energia é cada vez mais um elemento indispensável e é fundamental que possamos dar ao brasileiro as condições de ter uma matriz energética limpa, robusta e com preço justo".
Fonte: Agência Brasil

Ligue 180 registra mais de 740 casos de feminicídio este ano

Nos primeiros sete meses deste ano, o Ligue 180 - Central de Atendimento à Mulher, registrou mais de 740 ocorrências relacionadas a feminicídios e tentativas de homicídio contra mulheres. Segundo balanço divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Ministério dos Direitos Humanos (MDH), de janeiro a julho de 2018, foram registrados 78 casos de feminicídios e 665 tentativas de assassinatos de mulheres.

 No período, a Central recebeu quase 80 mil relatos de violência de gênero, sendo que cerca de 80% das denúncias foram classificadas como violência doméstica. Agressões físicas representam quase metade (46,94%) dos relatos. E três em cada dez denúncias se referem a violência psicológica.

 Além das violências doméstica, física e psicológica, o Ligue 180 registra ainda casos de violência sexual, moral, patrimonial, obstétrica, no esporte, cárcere privado, crimes cibernéticos e agressões contra mulheres migrantes e refugiadas.

 As denúncias são encaminhadas para a Defensoria Pública e Ministério Público e outras instituições da rede de proteção das mulheres. A Central também orienta sobre a Lei Maria da Penha e outros dispositivos legais de defesa dos direitos das mulheres.

 O canal de denúncias pode ser acessado no Brasil e em mais 16 países: Argentina, Bélgica, Espanha, Estados Unidos, França, Guiana Francesa e Inglesa, Holanda, Inglaterra, Itália, Luxemburgo, Noruega, Paraguai, Portugal, Suíça, Uruguai e Venezuela. A ligação para o 180 é gratuita e pode ser feita inclusive nos feriados e fins de semana. Os casos de violência também podem ser registrados pelo e-mail ligue180@spm.gov.br .

 Feminicídio

Fruto da Lei Maria da Penha, o crime do feminicídio foi definido legalmente em 2015 como assassinato de mulheres por motivos de desigualdade de gênero e tipificado como crime hediondo. Segundo o Mapa da Violência, quase 5 mil mulheres foram assassinadas no país, em 2016. O resultado representa uma taxa de 4,5 homicídios para cada 100 mil brasileiras. Em dez anos, houve um aumento de 6,4% nos casos de assassinatos de mulheres.

 Nos últimos dias, vários casos de agressão contra mulheres até a morte repercutiram em todo o país e reacendeu o debate em torno da violência de gênero. Um dos casos mais emblemáticos ocorreu no interior do Paraná, onde o biólogo Luís Felipe Manvailer foi denunciado pelo assassinato de sua esposa, a advogada Tatiane Spitzner. Ela foi encontrada morta no dia 22 de julho depois de cair do 4º andar do prédio onde o casal morava, em Guarapuava (PR).
Fonte: Agência Brasil

Fuvest recebe inscrições para o vestibular 2019 até dia 14 de setembro

A Fuvest abriu hoje (13) as inscrições para o vestibular 2019 que oferece mais de 8,4 mil vagas em cursos de graduação da Universidade de São Paulo (USP). As inscrições são feitas no site da Fuvest e serão encerradas às 12h de 14 de setembro. A taxa de inscrição custa R$ 170 e deverá ser paga por boleto bancário, em bancos ou pela internet, até o dia 18 de setembro.

 O vestibular vai selecionar alunos para 8.362 vagas na USP. Além dessas, a universidade também oferece 2.782 vagas por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), voltado aos candidatos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

 A primeira fase do vestibular está marcada no dia 25 de novembro e a segunda fase será nos dias 6 e 7 de janeiro de 2019. Para segunda fase, serão convocados quatro candidatos por vaga, antes eram três, e haverá apenas dois dias de prova, eliminando a tradicional prova de conhecimentos gerais. Até o ano passado, eram três dias de prova durante a segunda fase.

 A partir do vestibular Fuvest 2019, todos os candidatos farão apenas duas provas na segunda fase: a de português e redação, que continuam iguais aos vestibulares anteriores, e a de disciplinas específicas, que são aquelas exigidas pela carreira escolhida. Na prova específica, o número de disciplinas requeridas passou de duas a três para duas a quatro, a critério de cada unidade da USP.

 Outra novidade desta edição será o sistema de reconhecimento facial. Portanto, a Fuvest alertou que, como já ocorre com os dispositivos eletrônicos, gorros, chapéus e outros itens semelhantes não poderão ser utilizados durante a realização da prova.

 Com as ações afirmativas para estudantes vindos de escolas públicas e que são pretos, pardos ou indígenas, os candidatos apenas concorrerão com pessoas de sua modalidade, o que, segundo explicou a Fuvest, provavelmente levará a até três notas de corte para mesma carreira, dependendo da demanda.

 As inscrições deste ano ocorrem por modalidades de vagas já a partir da primeira fase do vestibular. Ao escolher o curso, o vestibulando terá três opções: Ampla Concorrência (AC), Ação Afirmativa Escola Pública (EP) e Ação Afirmativa Preto, Pardo e Indígena (PPI).

 Do total de vagas oferecidas pela Fuvest, 6.132 serão reservadas para candidatos na modalidade ampla concorrência; 1.471 vagas para candidatos de escolas públicas; e 759 para pretos, pardos e indígenas.
Fonte: Agência Brasil

Brasil e EUA voltam a tratar do uso de Alcântara para lançar foguetes

O ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, reuniu-se no começo da tarde de hoje (13) com o secretário de Defesa dos Estados Unidos (EUA), James Mattis.

 No encontro, foram tratados da situação social da Venezuela, de cooperações militares, inclusive na área cibernética, e da retomada de um acordo de salvaguardas tecnológicas para utilização da Base de Lançamento de Alcântara, a cerca de 30 km de São Luís (MA).

 Segundo Silva e Luna, “os americanos estão mexendo na proposta” para viabilizar um acordo ainda este ano.

 De acordo com o ministro brasileiro, “o secretário de Defesa [James Mattis] se comprometeu, no mais curto prazo, a ajustar os detalhes para que o acordo fique conforme nossos interesses e seja entendido pelo país inteiro, pela sociedade, que é traduzido pelo nosso Congresso”.

 A base, criada em 1983 para o Programa Espacial Brasileiro, é objeto de interesse dos Estados Unidos por causa da proximidade com a Linha do Equador, que possibilita a economia de combustível no lançamento de foguetes. Um acordo para uso norte-americano foi frustrado nos anos 1990 por causa da resistência do Congresso Brasileiro, que desejava um contrato que garantisse maior transferência de tecnologia e acesso a informações a operações no local.

 De acordo com o ministro da Defesa, o Brasil tem interesse na produção de informações do satélite. “Enfatizamos muito já que os Estados Unidos têm uma grande capacidade de informação na área, que é a de inteligência por meio de satélites de imagem”, disse Silva e Luna aos jornalistas após o encontro com o secretário de Defesa, sem especificar se o interesse brasileiro diz respeito à segurança, telecomunicações, clima e/ou meio ambiente.

 “Na verdade, está se tratando não do que sai do chão, mas do que está no espaço. A preocupação é com o que está no espaço não é com o centro de lançamento em si, já que é um espaço livre e uma área que não ameaça a segurança das nações”, assinalou Silva e Luna. 

O acordo com os norte-americanos é defendido pela Agência Espacial Brasileira e pelo Comando da Aeronáutica. Em artigo recente, o comandante da Aeronáutica, Nivaldo Luiz Rossato, defendeu as negociações e o esclarecimento da população. “O país precisa saber que Alcântara não está à venda, não será arrendada e que tampouco haverá cessão de área ou qualquer outra ação que afete a soberania brasileira”, escreveu.

Venezuela

Ainda de acordo com o ministro da Defesa, os norte-americanos adotaram uma posição de expectadores em relação aos desdobramentos dos problemas sociais, políticos e econômicos na Venezuela que acarretaram no aumento da imigração de venezuelanos para o Brasil e a Colômbia.

 “A colocação dos Estados Unidos nesse aspecto é muito prudente. Considera que a solução deve ser liderada pelo Brasil e pergunta sempre como pode ajudar”, disse Luna e Silva que informou ter trocado ideias com Mattis sobre uma maneira de construir “solução para tirar o país da dificuldade que está passando”
Fonte: Agência Brasil

Operação encontra mais de uma tonelada de cocaína no Porto de Santos

Apreensão de cocaína no porto de Santos

Uma operação conjunta da Polícia Federal, Receita Federal e o Grupamento de Patrulha Naval da Marinha encontrou 1.322 quilos de cocaína no Porto de Santos, no litoral de São Paulo. A droga estava dividida em 1.202 tabletes, dentro de 41 bolsas. Os agentes encontraram dois contêineres, que foram embarcados em Zárate (Argentina), com destino o porto de Antuérpia (Bélgica). A cocaína estava escondida em uma carga de amendoim, dentro de sacolas de exportadores.

 Segundo a PF, homens armados invadiram o navio Grande Francia, de bandeira italiana, na noite de ontem (12). A embarcação aguardava a 15 quilômetros do acesso ao porto de Santos, em uma área onde os navios ficam ancorados até a liberação para atracar em um dos terminais do porto. Os tripulantes ficaram isolados em uma área segura da embarcação, enquanto que o grupo armado permaneceu na embarcação por aproximadamente duas horas.

 Na manhã de hoje (13), a tripulação encontrou dois contêineres abertos. Escoltado por militares, o navio foi autorizado a entrar no cais, quando vistoriado pela Polícia Federal e a Receita Federal foram encontradas as bolsas com os tabletes de cocaína nos contêineres abertos. A Polícia Federal investiga se o carregamento de cocaína, ou parte dele, foi içado pela quadrilha durante a invasão ao navio.
Fonte: Agência Brasil

Sob influência da Turquia, dólar sobe 0,86% nesta segunda-feira

A moeda norte-americana fechou o primeiro pregão da semana em alta de 0,86%, chegando a R$ 3,8973 para venda. O resultado tem influência externa da Turquia, que logo na manhã de hoje (13) anunciou uma injeção de US$ 6 bilhões no sistema financeiro para garantir a liquidez dos bancos e interromper a queda da lira turca em relação ao dólar. No fechamento do pregão da última sexta-feira (10), o dólar já havia subido 1,59%.

 O índice B3, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), encerrou o dia em alta de 1,28%, com 77.496 pontos. Encerrando com uma série negativa da semana passada, o índice B3 contou com a valorização de ações de empresas de grande porte, consideradas as blue chip, como Petrobras com alta de 1,94%, Vale aumentando 1,20% e Itau com valorização de 1,09%.
Fonte: Agência Brasil

Defesa Civil decreta estado de emergência em Brasília devido à seca

Seca em Brasília

A Defesa Civil do Distrito Federal decretou hoje (13) estado de emergência em Brasília devido ao tempo seco. Pelo segundo dia consecutivo, a umidade atingiu o nível de 12% na capital federal e nesta segunda-feira pode baixar a 10%, segundo previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

 Este nível de umidade é considerado o mais crítico e de grande perigo devido ao risco alto de incêndios florestais e de problemas de saúde, como doenças pulmonares e dores de cabeça. Apesar de estar no período do inverno, as temperaturas em Brasília podem atingir hoje 30 graus. De acordo com o Inmet, o alerta com a umidade baixa se estende aos estados de Goiás e Mato Grosso, parte do Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais.

 A Defesa Civil e o Inmet recomendam não fazer atividades físicas, beber muito líquido, evitar exposição ao sol nas horas mais quentes do dia, umidificar o ambiente e usar hidratante para pelo, além de evitar bebidas diuréticas como café e álcool. O cuidado deve ser redobrado para idosos e crianças.
Fonte: Agência Brasil

PIS/Pasep: resgate começa amanhã para trabalhadores de todas as idades

Brasília - Brasileiros aproveitam o sábado para sacar o FGTS inativo durante a segunda etapa do liberação do FGTS nas agências da Caixa Econômica (José Cruz/Agência Brasil)

A partir desta terça-feira (14), trabalhadores de todas as idades que tiverem direito a cotas dos fundos dos programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) poderão sacar seus recursos. O prazo ficará aberto até 28 de setembro.

 Desde o dia 8 de agosto, o crédito para correntistas da Caixa e do Banco do Brasil está sendo feito automaticamente. A partir de amanhã, todas as pessoas poderão sacar os recursos corrigidos. A partir de 29 de setembro, só será possível receber as quantias dos dois fundos nos casos previstos na Lei 13.677/2018.

 Para saber o saldo e se tem direito ao benefício, o trabalhador pode acessar os sites do PIS e do Pasep. Para os cotistas do PIS, também é possível consultar a Caixa Econômica Federal no telefone 0800-726-0207 ou nos caixas eletrônicos da instituição, desde que o interessado tenha o Cartão Cidadão. No caso do Pasep, a consulta é feita ao Banco do Brasil, nos telefones 4004-0001 ou 0800-729-0001.

 Têm direito ao saque as pessoas que trabalharam com carteira assinada antes da Constituição de 1988. As cotas são os recursos anuais depositados nas contas de trabalhadores criadas entre 1971, ano da criação do PIS/Pasep, e 1988.

 Quem contribuiu após 4 de outubro de 1988 não tem direito ao saque. Isso ocorre porque a Constituição, promulgada naquele ano, passou a destinar as contribuições do PIS/Pasep das empresas para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que paga o seguro-desemprego e o abono salarial, e para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

 Até 2017, o saque das cotas era permitido quando o trabalhador completasse 70 anos, em caso de aposentadoria e em outras situações específicas. Desde o ano passado, o governo federal flexibilizou o acesso e até setembro pessoas de todas as idades podem retirar o dinheiro.

 Em julho, o pagamento foi suspenso para o cálculo do rendimento do exercício 2017-2018. Na primeira etapa do cronograma, encerrada no dia 29 de junho, 1,1 milhão de trabalhadores fizeram o saque, retirando uma soma de R$ 1,5 bilhão.
Fonte: Agência Brasil