terça-feira, 11 de julho de 2017

Bahia elabora Política Mineral pela primeira vez e muda estratégias para beneficiar o segmento

Pela primeira vez, a Bahia começa a elaborar uma Política Mineral voltada para beneficiar toda a cadeia que envolve o setor de mineração. O estado pretende despontar do 5º lugar no ranking nacional para posições de maior destaque no PIB nacional. Licenças ambientais, infraestrutura, legislação, financiamentos, pesquisas, desenvolvimento tecnológico, inovação, empresas juniores, tributação e impactos ecológicos e econômicos serão contemplados neste planejamento que irá regulamentar o setor até 2035 e que começa a ser debatido nesta quarta-feira (12), às 8h30, no auditório da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), no bairro do Stiep, em Salvador.

 “A ideia é dialogar com aqueles envolvidos no segmento da mineração, como empresários, trabalhadores, municípios, pesquisadores, geólogos e etc. O que se pretende é ampliar o debate e construir uma política inclusiva para que todos possam ser beneficiados. Assim, teremos um ambiente seguro para investidores que poderão planejar os seus negócios e encontrarão o apoio necessário pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico [SDE], porta de entrada para o investidor”, explica o secretário da pasta, Jaques Wagner.

 O setor de mineração gera aproximadamente 16,5 mil postos de trabalho, dos quais 85% estão na região do semiárido, onde a oferta de emprego é mais escassa. Para o superintendente da SDE, Reinaldo Sampaio, a secretaria está comprometida com o “ pensar e planejar “ para que se possa consolidar e crescer ainda mais na geração de empregos, com base no aproveitamento racional dos bens minerais, perseguindo sempre o equilíbrio sistemático entre o homem, o recurso e o território, como um indutor de desenvolvimento.

 Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia, Ricardo Alban, a construção de uma política para o setor mineral é essencial para o desenvolvimento sustentável da atividade. Ele ressalta que, o investimento em infraestrutura e logística é um ponto-chave para a expansão da produção na Bahia. “A Política Estadual de Mineração 2035 (PEM 2035) deverá contemplar a renovação e a conservação das malhas ferroviária e rodoviária, já que os meios de escoamento da produção são, talvez, o principal desafio para a indústria mineral”, enfatiza.

 Representantes de diversos municípios baianos e especialistas estarão presentes no debate desta quarta (12), tais como o presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Walter Alvarenga; o presidente da Fieb, Ricardo Alban; o geólogo Cid Chiodi Filho; a superintendente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), Reinaldo Sampaio; e o presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral, Alexandre Brust.

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