A palma é a cultura ideal para as propriedades rurais sertanejas para ser usada como alimento do rebanho, em períodos de longas estiagens. A EBDA (Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola), ensina aos produtores rurais como plantar a espécie e aumentar a produtividade. A reserva estratégica para alimentar o rebanho pode ser usada como celeiro vivo ou alternativa de renda.
O plantio é diferente ao tradicional. As sementes são plantadas juntas e em fileiras, de forma a não permitir que mato nasça entre uma e outra. A distância entre as filas é de pouco mais de um metro – com o passar do tempo as folhas das palmas crescem e ocupam todos os espaços disponíveis. A espécie usada pela EBDA é a mão de moça, que não tem espinhos e é resistentes as pragas que mais dizimam estas plantações.
A análise do solo, que é feita em laboratório, mostra se o terreno é forte ou fraco. Nos fortes as ruas – distâncias entre as duas filas, devem ser plantadas mais estreitas. A palma é a cultura forrageira ideal para o semiárido e o sistema adensado permite grandes produções em áreas pequenas.
O primeiro corte, diz o agrônomo da EBDA, Reinaldo Freitas, para alimentação animal pode ser feita em um ano e meio, se o clima se mantiver normal. “É uma cultura permanente e que dura entre 30 e 40 anos, com sucessivos cortes”. Um hectare, de acordo com o técnico agrícola Rui Brandão, da para manter durante seis meses o rebanho formado por 35 vacas, em lactação.
É uma reserva estratégica econômica, porque o produtor pode vender o excedente para os vizinhos ou optar por plantar apenas para a comercialização, caso não tenha rebanho. O valor de uma tonelada vai depender das condições climáticas. Quanto maior a seca, maior o preço da palma. “Apenas não deve ser plantada em área que alague por vários dias”, ensina o agrônomo. Se o terreno encharcar durante vários dias, o plantio morre. (Batista Cruz)
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